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terça-feira, 11 de dezembro de 2012

...E chegámos a intraquilizar os campeões!

A nossa equipa de andebol realizou, na noite da passada sexta-feira, o último jogo de 2012, contabilizando uma nova derrota, desta vez por 16-26 (8-9, ao intervalo), em partida da 4ª jornada (série B) da fase inicial do Liga INATEL/Lisboa 2012/13.O adversário foi, novamente, a Tranquilidade (ex-Sobralinho), equipa que com a antiga designação se sagrou campeã, nas duas últimas temporadas.

Foi, pois, diante de um opositor fortíssimo que tivemos de nos bater. E fizemo-lo, de forma brilhante, durante grande parte da contenda, acabando por soçobrar por um resultado que não deslustra, atendendo às circunstâncias da partida. Há que dizer que, do lado da equipa adversária, faltou uma "pedra" fundamental: Danilo Ferreira, ex-campeão europeu de juvenis. Mas, pelo nosso lado, foram várias as ausências de "peso" (André Teixeira, Celso Larguinho, Eduardo Chocalheiro, Pedro Carvalho, entre outros), pelo que não se pode dizer que tenha sido por aí que o equilíbrio registado em largos momentos de jogo encontre justificação.

Na verdade, as ausências registadas na nossa equipa fizeram, certamente, mossa maior do que as verificadas no nosso opositor. Tivemos apenas 9 jogadores disponíveis para o jogo (dos quais 2 eram guarda-redes) e, no decurso da contenda, ficámos ainda mais limitados face a uma lesão de um dos nossos mais influentes atletas.

Os primeiros 15 minutos de jogo confirmaram a esperada superioridade do adversário, que ganhou confortável vantagem (2-8). Mas nos últimos 7 minutos dos primeiros 25, reagimos de forma notável e fomos, claramente superiores, como atestam os 6 golos marcados contra apenas um sofrido. Grande capacidade defensiva, lançamento de rápidos contra-ataques, eficácia atacante. Tudo fomos capazes de mostrar nesses minutos em que estivemos absolutamente brilhantes. A intranquilidade tomou conta do adversário. Foi curioso ver os seus jogadores a discutirem entre si, depois de mais uma falha, originadora de um turn over ou de um golo sofrido. O intervalo chegou com uma desvantagem mínima que era, ao mesmo tempo, um prémio para a nossa exibição e, ainda assim, um castigo, porque era... uma desvantagem.

A história da segunda parte foi diferente. Conseguimos mantermo-nos na discussão do jogo e do resultado durante os primeiros minutos, mas, então, uma arreliadora lesão afastou definitivamente Nuno Gonçalves da partida. Sem que tivessemos "banco", os restantes jogadores de campo foram obrigados a "aguentar" até final. O desgaste físico acrescido e o valor do adversário acabaram por "cavar" uma diferença excessivamente pesada para a exibição que rubricámos.

Num jogo com estas características, díficil é, mais uma vez, fazer referências individuais. Ainda assim, menção para a exibição de Filipe Teixeira, de pontaria afinada (7 golos) e para o grande sentido colectivo e espírito de sacrifício de todos os restantes. Vítor Martins estreou-se em jogos da temporada 2012/13 e foi literalmente "obrigado" a jogar muitos mais minutos do que as suas capacidades físicas o permitem.

A arbitragem de José Francisco e Joaquim Mateus teve pequenas falhas, mas nada de muito relevante. Realce, ainda, para o ambiente de grande correcção em que a partida decorreu. Com agressividade "natural", mas sempre dentro dos limites do razoável.

 
FICHA DE JOGO
Pav. Boa-Hora, 11 de Dezembro de 2012.
Árbitros: José Francisco e Joaquim Mateus.
Marcha do marcador: 1-1 (5'), 1-4 (10'), 2-8 (15'), 5-8 (20') e 8-9 (25', intervalo); 10-13 (30'), 11-15 (35'), 12-19 (40'), 14-22 (45') e 16-26 (50').
Alinharam e marcaram pelo GDBP:
GDBP - João Véstia (António Santos); José Azevedo (1), Nuno Gonçalves (4, 2 de sete metros), António Cancelo (capitão), Nuno Amaral (3), Filipe Teixeira (7),Miguel Militão e Vítor Martins (1).
 
Crónica por Vítor Martins.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Nota Alta para a Nossa Exibição


A nossa equipa de andebol foi derrotada, na noite da passada Quarta-feira, por 12-13 (6-6, ao intervalo) em jogo a contar para a 3ª jornada da fase inicial do Campeonato do INATEL 2012/13.

O adversário foi, desta vez, a Casa da Moeda, uma das equipas mais fortes da competição. E perante um conjunto fortíssimo pode dizer-se que fizemos uma exibição memorável, a que só faltou o "prémio" de um empate (ou mesmo de uma vitória).

Durante os 50 minutos do jogo, estivemos concentrados, defendemos de forma exemplar e atacámos com cabeça e serenidade e nunca desistimos de lutar pela vitória.
Os primeiros minutos foram de grande equilíbrio e poucos golos. Aos 17 minutos, perdíamos já por 2-5 e parecia que a Casa da Moeda poderia começar a "embalar" para um triunfo fácil. Mas então com a a alteração do nosso sistema defensivo (5x1, com José Azevedo à frente), começámos a "emperrar" o jogo do adversário e a conseguir, pela nossa parte, "sacar" bolas e protagonizar contra-ataques. Quatro golos consecutivos em 5 minutos colocaram-nos a vencer à beira do intervalo, mas um golo sofrido já à entrada do último minuto levou as equipas empatadas para o descanso. Não que sem antes, Filipe Teixeira, com o tempo esgotado, rematasse com estrondo à barra, num livre de 9 metros.

A segunda parte teve uma história muito semelhante. Boa capacidade defensiva, com muita luta e empenho dos nossos jogadores, e muita "cabeça" no ataque. Sempre com equilíbrio no marcador.

Com o tempo a passar e sem conseguir distanciar-se no marcador, a Casa da Moeda foi endurecendo o seu jogo, com permissão dos árbitros. A 6,40 minutos do fim, ocorreu o lance que pode ter determinado o desfecho final. Nuno Gonçalves concretizou em golo mais um ataque nosso (passando o resultado para 12-12), mas foi alvo de uma entrada duríssima. Deveria ter havido sanção disciplinar (2 minutos de exclusão para um jogador adversário), mas não houve. Filipe Teixeira protestou (justamente) e foi ele o excluído. E perante a sua manifestação de espanto e indignação, foi punido com mais dois minutos suplementares. Conclusão: em vez de ficarmos a jogar 7 contra 6 durante dois minutos, ficámos a jogar 6 contra 7 durante quatro minutos. E daí até ao fim só houve mais um golo e para o adversário.

Nada nos garante que o desfecho final não seria o mesmo, tendo nós superioridade numérica durante dois minutos ou tendo até o mesmo número de jogadores que o opositor. Nem sequer é isso que está em causa. O que importa perceber é que fomos penalizados triplamente (sem exclusão para o jogador da equipa contrária e duplamente para o nosso) num momento decisivo da partida.

Numa noite em que a nossa exibição roçou a perfeição, é manifestamente inadequado fazer referências individuais. Ainda assim, duas excepções. Uma para assinalar a estreia de Pedro Carvalho, que jogou a alto nível e como se já fizesse parte da equipa há "séculos". A outra para referir a prestação de João Véstia, que esteve quase intransponível. Se na baliza da Casa da Moeda esteve um guarda-redes internacional (João Meira), que mostrou a sua elevadíssima qualidade, na nossa esteve o João, cuja exibição nada ficou a dever ao guardião do adversário.

Mais uma vez, voltámos a ter uma arbitragem -- desta vez de Joaquim Mateus e Orlando Fernandes -- bastante irregular (e permissiva) em termos disciplinares e que se revelou muito penalizadora para a nossa formação. Novamente ficou provado que para os árbitros é mais aceitável a agressão do que o protesto. Inaceitável.

FICHA DE JOGO
Pav. Boa-Hora, 28 de Novembro de 2012.
Árbitros: Joaquim Mateus e Orlando Fernandes.
Marcha do marcador: 0-1 (5'), 1-1 (10'), 2-3 (15'), 5-5 (20') e 6-6 (25', intervalo); 9-7 (30'), 10-9 (35'), 11-11 (40'), 12-12 (45') e 12-13 (50').
Alinharam e marcaram pelo GDBP:
GDBP - João Véstia ; António Cancelo, Miguel Militão, Nuno Amaral (1),  Nuno Gonçalves (4), Celso Larguinho, Eduardo Chocalheiro, Pedro Carvalho (3), Filipe Teixeira (3), André Teixeira, José Azevedo (1) e Pedro Franco. António Santos não chegou a ser utilizado.

Crónica por Victor Martins