segunda-feira, 29 de abril de 2013

VITÓRIA CTT (100 TER TRABALHO)


Prevista para a noite de ontem, a partida da 12ª jornada da fase final da Liga INATEL (Série A2), não se realizou por falta de comparência da equipa dos CTT. Averbámos, assim, a quarta vitória da temporada, registo que faz com, que desde já (e ainda nos faltam mais 7 jogos), tenhamos obtido mais triunfos do que aqueles que conseguimos na temporada finda.

Foi a quarta vez que tivemos os CTT como adversários e cada jogo com esta equipa revela-se com uma curiosidade "histórica". Há duas épocas atrás, a nossa primeira vitória de sempre foi conseguida contra este adversário, a 18 de Fevereiro de 2011. Tal como ontem, também por falta de comparência. Na mesma época, na partida da segunda volta (23 de Março de 2011), perdemos por um golo (23-24), um jogo em que, nem por um segundo, estivemos em desvantagem no marcador. O golo vitorioso da equipa opositora surgiu através de um livre de 7 metros, concretizado já após o apito final.

Já nesta temporada -- a 27 de Fevereiro de 2013 -- vencemos por 26-19, em jogo que assinala o maior número de tentos alguma vez alcançado pela nossa equipa. 

Ontem, avisados algumas horas antes de que o adversário não iria comparecer, nem sequer nos chegámos a equipar.

Pav. do Liceu Camões, 29 de Abril de 2013.
Equipa provável (em caso de ter havido jogo):
GDBP - João Véstia; Miguel Militão, Celso Larguinho, José Azevedo, António Cancelo, Filipe Teixeira, Nuno Amaral, Luís Casaleiro e André Teixeira. Havia, ainda, a possibilidade de Filipe Carmo também vir a estar disponível.

Uma nota final: José Azevedo terminou a época, dado que parte para a Alemanha, por motivos profissionais, ainda esta semana. Mais uma contrariedade e uma "baixa" importante. 
Para o Zé, fica o abraço de toda a equipa, votos de felicidade para o desempenho das suas novass funções e o desejo que possa regressar no futuro à nossa equipa. É com pena que o vemos partir, dado ser um atleta que sua a camisola e nunca a perde.
Vai, por empréstimo, com opção de retoma pela nossa parte, se não tiver quilometragem superior a 100 000. Tem claúsula de rescisão fixada em 40 milhões de dólares do Zimbabué e um hamburguer Honorato.

sexta-feira, 12 de abril de 2013

REGRESSO ÀS VITÓRIAS


Após quatro derrotas consecutivas, voltámos às vitórias na noite da passada sexta-feira, diante do BES (18-16, com 9-8, ao intervalo), em jogo da 9ª jornada (e última da primeira volta) da série A2 da Liga INATEL 2012/13.

Foi uma vitória justa, com uma exibição aceitável, perante um adversário de bom nível. Beneficiámos, porém, do facto do opositor jogar toda a partida em inferioridade numérica. A partida iniciou-se, de resto, com algum atraso para possibilitar à turma adversária ter pelo menos 5 jogadores em campo.

Aproveitámos essa circunstância, a que sendo alheios não poderíamos ser indiferentes, para ganhar vantagem no marcador. Revelámos serenidade e não fôra alguns erros "infantis" poderíamos ter ainda conseguido "cimentar" mais o nosso avanço inicial. Aos 11 minutos, quando o BES ganhou mais um reforço e passou a jogar com 6 atletas até ao final da contenda, vencíamos por 5-2.

A formação opositora é, de facto, de bom nível e só o facto de passar a dispor de mais um homem permitiu-lhe equilibrar o jogo. Lentamente, foi recuperando a desvantagem, fruto da nossa precipitação no ataque organizado. Aos 22,5 minutos, o placard esteve, pela primeira vez, empatado (7-7). Até à pausa, golo lá, golo cá e vantagem mínima para o nosso lado (9-8).

Ao intervalo, o técnico Jorge Marques corrigiu alguns aspectos e "arrancámos" em força. Aos 8 minutos da segunda parte, vencíamos por 12-8, o que se veio a revelar decisivo para o desfecho final. Até muito perto do final conseguimos sempre manter essa confortável distância de 4 golos, sem contudo conseguirmos "cavar" mais a diferença. A dois minutos do fim vencíamos por 18-13, mas em pouco mais de um minuto (1.08) sofremos 3 golos sem resposta, que acabaram por dar ao resultado final uma expressão de relativo equilíbrio, justa pela reacção e espírito de combate da equipa do BES.

A vitória assenta, todavia, bem à nossa equipa que esteve paraticamente sempre em vantagem e apenas por duas vezes consentiu o empate (7-7 e 8-8, ainda na primeira parte). Tendo feito a nossa "obrigação", não deixa de ser verdade que fizemos um jogo "sério", apesar de não ter sido brilhante.

Num jogo em que contámos com o apoio moral do nosso decano (lesionado) António Santos, uma nota para referências individuais às prestações de José Azevedo (bem a defender e a atacar), Cancelo, Celso e Nuno Amaral no plano defensivo. Já Eduardo Chocalheiro e Filipe Teixeira destacaram-se sobretudo no ataque. Filipe Carmo também esteve bem quando utilizado como pivot. Miguel Militão e André Teixeira estiveram algo infelizes no remate. Miguel rematou algumas vezes ao poste, o mesmo sucedendo a Filipe Teixeira. André revelou a sua utilidade (e polivalência) defendendo durante alguns minutos a nossa baliza, por exclusão temporária de João Véstia. Este esteve seguro e tranquilo, como tem sido seu apanágio nos jogos desta temporada. 

Arbitragem (boa) de Armando Pinho e Orlando Fernandes.

Pav. do INATEL, 12 de Abril de 2013.
Árbitros:  Armando Pinho e Orlando Fernandes. 
Marcha do marcador: 2-0 (5'), 5-1 (10'), 7-3 (15'), 7-6 (20') e 9-8 (25', intervalo); 11-8 (30'), 12-9 (35'), 14-10 (40'), 17-13 (45') e 18-16 (50').
Alinharam e marcaram:
GDBP - João Véstia; Miguel Militão, Celso Larguinho (1), José Azevedo (4), António Cancelo (cap.), Filipe Carmo (1), Eduardo Chocalheiro (3), Filipe Teixeira (4), Nuno Amaral (3, 1 de sete metros) e André Teixeira (2).

Crónica por Victor Martins

sexta-feira, 5 de abril de 2013

DERROTA POR CULPA PRÓPRIA


Mais um jogo, mais uma derrota, novamente por um golo. Em partida da  8ª jornada da Série A2, perdemos, na noite da passada sexta-feira, com o Ginásio de Queluz, por 14-15 (5-6, ao intervalo). Somámos, assim, a 11ª derrota da temporada (em 13 jogos), o que não deixa de ser decepcionante, mau grado todas as condicionantes que têm marcado a época. 

Desta vez, porém, poucas explicações podem existir para o péssimo jogo que realizámos. O adversário não era forte (muito longe disso), tinha apenas 7 homens (nós tinhamos 9), a arbitragem foi boa, não houve "casos".

O Ginásio de Queluz revelou-se uma equipa acessível. Prova disso? O facto de nos primeiros 17 minutos e meio de jogo ter marcado apenas 2 golos. O problema foi que a nossa equipa, no mesmo espaço de tempo, marcou...3. O desfecho da partida poderia ter sido aí decidido, mas como fomos particularmente ineficazes, deixámos o adversário com possibilidade de discutir o resultado e acreditar na vitória.

A primeira parte foi indescritível. Falhas (de parte a parte) ao nível do passe, da recepção, do remate. Consequência: poucos golos e um espectáculo absolutamente deplorável. O melhor momento dos primeiros 25 minutos aconteceu já depois do apito do árbitro, quando Filipe Teixieira (com o tempo esgotado) marcou, com êxito, um livre de nove metros.

A segunda parte foi um bocadinho melhor. Mais veloz, mais intensa, um bocadinho menos "disparatada". O resultado foi-se mantendo equilibrado e com alternância no marcador, mas nunca conseguimos ter a calma suficiente para tentar as jogadas colectivamente mais básicas que nos poderiam ter dado o triunfo. Em face de tudo o que aconteceu, perdemos o jogo. Castigo merecido, diga-se em abono da verdade.

Numa má exibição colectiva, há a salientar a capacidade concretizadora de Filipe Teixeira (8 golos e uma boa meia-dúzia de remates aos postes e à barra) e o empenho (apesar da pouca inspiração) do resto da equipa. António Santos "sacrificou-se", uma vez mais, jogando "à frente" e Luís Casaleiro estreou-se e revelou boa integração com o resto da equipa.

Arbitragem de bom nível de  Armando Pinho e Miguel Carvalho, este um jovem de promissor qualidade.

Pav. do INATEL, 5 de Abril de 2013.
Árbitros:  Armando Pinho e Miguel Carvalho. 
Marcha do marcador: 1-1 (5'), 2-1 (10'), 3-1 (15'), 4-3 (20') e 5-6 (25', intervalo); 6-8 (30'), 8-9 (35'), 10-11 (40'), 12-13 (45') e 14-15 (50').
Alinharam e marcaram:
GDBP - João Véstia; Nuno Amaral (1), Luís Casaleiro, Celso Larguinho, Filipe Teixeira (8), Filipe Carmo (1), António Cancelo (cap., 1), André Teixeira (3) e   António Santos.


V. Martins

quinta-feira, 28 de março de 2013

FELIZ PÁSCOA


NOVO DES(CARRIS)LAMENTO...


Um começo de partida promissor não evitou nova derrota da nossa equipa na 7ª jornada da Série A2 (uma espécie de 2ª Divisão) da Liga INATEL 2012/13. Desta vez perdemos, na noite de anteontem, com a Carris, por 14-18 (5-10, ao intervalo).

A história desta partida foi decalcada de muitas outras partidas. Bom começo da nossa parte, a defendermos bem, em 6x0, e a criarmos dificuldades a um adversário que está perfeitamente ao nosso alcance. Depois, a partir dos 10 minutos, o opositor a corrigir posicionamentos, quer defensivos, quer ofensivos, e a criar-nos imensas dificuldades. Sem nos conseguirmos adaptar e a atacar de forma quase desastrada, estivemos, então, quase 18 minutos sem marcar um golo (14 ainda na primeira parte + 4 já na segunda). O marcador passou, por isso, de 5-3 para 5-12. O que tornou a diferença irrecuperável, apesar do esforço e do brio que pusemos em campo.

A partir dos 4 minutos da segunda parte, "recomeçámos" a jogar, depois de largos minutos de "hibernação". A defendermos 5x1 (e com José Azevedo e Eduardo Chocalheiro, a alternarem nas funções defensiva/ofensiva), começámos a recuperar bolas e a lançar rápidos contra-ataques. Aos 15 minutos, a diferença estava já em apenas 2 golos (12-14), mas a Carris soube "parar" a nossa reacção, não permitindo que o volte-face fosse total. Nos últimos 5 minutos, duas atitudes pouco desportivas de apenas um jogador do adverário retiraram-nos a concentração necessária para estarmos apenas focalizados no jogo. Cometemos mais alguns erros, que a equipa adversária soube aproveitar, acabando por ganhar com merecimento.

Mais uma vez, ficou a sensação de que ficámos perto e que perdemos o jogo por culpa própria e alguma falta de concentração num determinado (e demasiado extenso) período de tempo.

Saudem-se, porém, vários aspectos positivos desta partida. Em primeiro lugar, a presença de 12 jogadores, facto que já não se verificava há muito tempo. Entre eles, José Azevedo, regressado após grave e prolongada lesão. Teve um regresso feliz, sendo decisiva a sua prestação defensiva para a recuperação que encetámos e que nos recolocou na discussão do resultado. Boas exibições, também, dos dois guarda-redes utilizados (o que vem sendo um bom hábito) e de Filipe Teixeira, com capacidade concretizadora. Dos restantes que foram utilizados, uma palavra para o seu espírito combativo e para o empenho que puseram na partida. Faltou, nalguns casos, alguma maior eficácia. Reconheça-se, todavia, a qualidade exibicional global que tivemos em grande parte do jogo. Foi pena a desconcentração colectiva que tivemos durante a segunda metade da primeira parte. Uma palavra, ainda, para António Santos que, mais uma vez, foi "sacrificado" e não chegou a ser utilizado, mas que, novamente, disse presente, mostrando o seu extraordinário espírito de equipa. 

Arbitragem sem margem para grandes reparos de Orlando Fernandes e José Francisco. 

Pav. do INATEL, 26 de Março de 2013.
Árbitros:  Orlando Fernandes e José Francisco. 
Marcha do marcador: 1-1 (5'), 4-2 (10'), 5-4 (15'), 5-7 (20') e 5-10 (25', intervalo); 6-13 (30'), 8-14 (35'), 12-14 (40'), 14-16 (45') e 14-18 (50').
Alinharam e marcaram:
GDBP - João Véstia (Ricardo Vilarinho); Eduardo Chocalheiro (3), Celso Larguinho (1), António Cancelo (cap.), Pedro Carvalho (2), Filipe Teixeira (6, 1 de sete metros), Miguel Militão (1), Filipe Lopes, José Azevedo (1) e Filipe Carmo.  António Santos não foi utilizado.

terça-feira, 12 de março de 2013

UMA HISTÓRIA QUE SE REPETE...


Muitas ausências, pouca gente disponível, infelicidade q.b., boa exibição e...nova derrota. Eis uma história que se repete nesta nossa participação na Liga INATEL 2012/13.

Ontem à noite, no Pavilhão Municipal da Torre da Marinha (Seixal), fomos batidos por 22-26 (9-15, ao intervalo), pelo Independente Torrense, em partida da 5ª jornada da Série B2, a que decide a classificação entre os 9º. e o 17º. lugares.

Incidências principais antes da análise do jogo: 8 jogadores disponíveis, dos quais um a chegar em cima do início da partida (o que já se sabia à partida); nova lesão de um jogador (desta vez a 9 minutos do fim), obrigando os restantes a "aguentar" até ao fim, ainda que um outro jogador estivesse, também, condicionado físicamente; exibição irregular ao longo dos 50 minutos, mas de bom nível e com muita "raça"; e, finalmente, uma derrota por curta margem, deixando a sensação de ter podido sido diferente "se"...

O Independente Torrense é, seguramente, uma das melhores equipas desta série (a par da Esferantástica). Tem uma equipa jovem, que pratica um andebol dinâmico, com mudanças de velocidade, cruzamentos e aproveitamento de situações de contra-ataque. Tem bons rematadores de meia-distância, mas defende relativamente mal, demonstrando alguma passividade neste particular.

Entrámos mal na partida, algo desconcentrados e apáticos. O adversário aproveitou para ganhar apreciável vantagem e aos 10 minutos já perdíamos por 2-7. Conseguimos, depois, equilibrar as operações até ao intervalo, jogando com paciência no ataque organizado. Mas cada perda de bola nossa correspondia ao lançamento de mortíferos contra-ataques por parte da equipa da margem sul. Chegámos ao intervalo com razoáveis 9 golos marcados, mas com 15 tentos sofridos. E o desfecho parecia sentenciado.

Os 5 primeiros minutos da segunda parte foram mais do mesmo e a desvantagem no marcador cifrou-se, por duas vezes, em 8 golos (10-18 e 11-19). Mas, nos 13 minutos seguintes (entre os 30 e os 43 minutos) partimos para uma exibição verdadeiramente memorável, como bem atestam os 9 golos marcados contra 3 sofridos. E o resultado passou dos referidos 11-19 para 20-22, quando faltavam ainda 7 minutos para jogar.

Desde ainda antes do intervalo, porém, que Miguel Militão já estava a jogar condicionado com uma dor no braço, o que o levou a estar algum tempo no banco. E tudo ficou pior quando, a 9 minutos do fim, Nuno Amaral teve de sair para já não mais regressar com uma lesão aparentemente muscular. Os restantes 7 "aguentaram" até final e contuinuaram a lutar pelo melhor resultado possível, que acabou por ser uma derrota por 4 golos e que até poderia ter sido minorada no último segundo, caso não tivessemos desperdiçado um livre de 7 metros.

Resumindo: derrota com sabor "agradável" pela história da partida. Mas, mais uma vez, ficámos todos com a sensação de que este jogo poderia ter tido um desfecho diferente, caso não tivessemos tantas e tantas condicionantes.

André Teixeira, Pedro Carvalho e Nuno Amaral marcaram, entre si, 16 dos 22 golos da equipa, o que comprova quão inspirados estiveram. Todos os restantes (excepto, naturalmente, o guardião João Véstia) também "assinaram o ponto". Colectivamente, nem sempre estivemos bem a defender, mas fomos muito pacientes e eficazes no ataque e, sobretudo, revelámos imenso carácter e espírito de equipa. 

Boa arbitragem de Joaquim Mateus e José Jesus. 

Pav. Municipal da Torre da Marinha, 12 de Março de 2013.
Árbitros: Joaquim Mateus e José Jesus.
Marcha do marcador: 2-2 (5'), 2-7 (10'), 5-10 (15'), 6-13 (20') e 9-15 (25', intervalo); 11-19 (30'), 15-20 (35'), 18-22 (40'), 21-24 (45') e 22-26 (50').
Alinharam e marcaram:
GDBP - João Véstia; Eduardo Chocalheiro (2), Filipe Carmo (1), Nuno Amaral (4),  André Teixeira (7), Pedro Carvalho (cap., 5, sendo 1 de sete metros), Celso Larguinho (1) e Miguel Militão (2).

sexta-feira, 8 de março de 2013

NOITE DE BRUXAS EM DIA DA MULHER


Ao perder, na passada sexta-feira, com a Esferantástica por 12-18 (7-10, ao intervalo), em partida a contar para a 4ª jornada (série B) da 2ª fase (época 2012/13), a nossa equipa de andebol perdeu a liderança da prova organizada pela Agência de Lisboa do INATEL.

O dia (8 de Março) foi da mulher, mas a noite foi de "bruxas", sem que com isto se pretenda criar qualquer silogismo. Vejamos porquê.

A história do jogo é fácil de contar, mas as peripécias da partida tornam-na numa das mais inusitadas da nossa história competitiva. O encontro entre o GD do Banco de Portugal e a Esferantástica era o terceiro da noite e tinha o seu início aprazado para as 22,15. Ora, o primeiro desafio (que opunha os CTT à Carris) atrasou imenso, pelo que o segundo encontro (entre o BES e o Caselas) que deveria ter começado às 21 e 15 apenas teve início às 21,45 horas (30 minutos depois).

Iniciada esta contenda, houve apenas 11 minutos de jogo antes de prolongada interrupção. Num momento de extrema infelicidade, um atleta do BES sofreu grave lesão que obrigou à vinda do INEM para o transportar ao hospital. Mais de meia hora de paragem obrigatória. Com tudo isto, a Organização veio perguntar aos delegados das duas equipas do jogo em que seríamos intervenientes se ainda desejávamos actuar nessa noite. Obtida a anuência, lá ficámos todos à espera do final do jogo anterior.

E, assim, pelas 23, 25 horas lá começámos a nossa partida. Mas a noite reservava ainda várias surpresas, todas pouco agradáveis. Era sabido que só poderíamos contar com 8 atletas e que um deles (Celso Larguinho) chegaria mais tarde, provavelmente já depois do início da hora prevista para o início da contenda. Afinal, o Celso acabou por chegar ainda mais tarde do que provavelmente tinha previsto, mas a tempo ainda do início da partida. Todavia, quando os árbitros apitaram para o começo, estava o nosso atleta a chegar das cabinas, ainda sem ter realizado o aquecimento. Começámos com os sete que estavam disponíveis e o Celso a começar a aquecer.
Sete minutos decorridos (e o Celso ainda "morno") e vem a primeira ocorrência desagradável da noite. André Teixeira leva um "toque" e pede para sair. Celso, ainda semi-frio, entra em campo, mal sabendo que já não voltaria a sair.

Aos 15 minutos (quando perdíamos por 5-8), é Nuno Gonçalves que se lesiona, voltando a reentrar o André. Até ao intervalo, o atleta lesionado "faz" gelo na perspectiva de poder voltar a jogar. Mas quando o intervalo chega, torna-se claro que já não poderá voltar a reentrar. Há que jogar com quem está até ao fim. O que obriga até, na segunda parte, a que por breves instantes (cerca de um minuto) joguemos apenas com 6, quando Celso Larguinho é obrigado pelo árbitros a sair, por estar ensaguentado.

As peripécias desta partida ainda não se tinham esgotado. Se, ainda na primeira parte, o piso estava escorregadio -- por via disso, Pedro Carvalho escorregou duas vezes, perdendo a bola -- na segunda,  quando começo a chover copiosamente, tudo piorou. O jogo foi interrompido por diversas vezes para limpeza do piso e a partida lá foi decorrendo "aos bochechos" e com algumas quedas (felizemente sem consequências) até à meia noite e trinta.

Depois disto tudo, que dizer do jogo propriamente dito? Que jogámos razoavelmente bem. Defendemos quase sempre bem e atacámos com paciência. João Véstia esteve "enorme" na baliza, mas todos os jogadores de campo estiveram igualmente muito concentrados e em bom plano. Pedro Carvalho, Celso Larguinho e o próprio João Véstia cortaram vários lances de contra-ataque do adversário.

O principal aspecto negativo da nossa actuação foi o facto de termos estado 17,5 minutos sem marcar na segunda parte, o que fez com que o resultado passase de 10-13 para 10-17. Sofremos alguns golos de contra-ataque, outros de entrada do pivot, mas conseguimos anular de forma muito eficaz a poderosa meia-distância da equipa adversária. Com a saída de Nuno Gonçalves, Filipe Teixeira foi marcado individualmente durante grande parte do tempo, o que impediu uma maior eficácia no nosso ataque organizado, originando algumas perdas de bola. Filipe Teixeira e Miguel Militão revelaram pontaria aos postes, o que a não ter acontecido poderia ter ocasionado um resultado mais nivelado.

Tudo somado, todavia, há que realçar a boa exibição protagonizada e a entrega e "raça" da equipa. O que veio mostrar, novamente, que a atitude e a concentração são fundamentais para a obtenção de bons resultados. Mesmo que sejam derrotas como a da passada sexta-feira. Parabéns a todos.

Arbitraram Orlando Fernandes e Joaquim Mateus. Não se fizeram notar. Felizmente.

Pav. Boa-Hora, 8 de Março de 2013.
Árbitros: Orlando Fernandes e Joaquim Mateus.
Marcha do marcador: 2-3 (5'), 3-7 (10'), 5-8 (15'), 6-9 (20') e 7-10 (25', intervalo); 10-13 (30'), 10-14 (35'), 10-15 (40'), 10-17 (45') e 12-18 (50').
Alinharam e marcaram:
GDBP - João Véstia; António Cancelo, Nuno Gonçalves (3), Filipe Teixeira (4), André Teixeira (1), Pedro Carvalho (cap., 3), Miguel Militão e Celso Larguinho (1). 

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

DO CORREIO "AZUL" À "ENCOMENDA" POSTAL


O GDBP bateu na noite de ontem os CTT por 26-19 (17-7, ao intervalo), jogo respeitante à 3ª jornada (série A2) da 2ª fase da Liga INATEL 2012/13.

Foi a segunda vitória consecutiva da nossa equipa e foi também a segunda vez (também ela consecutiva) que jogámos contra um adversário em inferioridade numérica (apenas 6 elementos).

Desta vez, começámos o jogo em "grande", quer a defender, quer a atacar. Os primeiros 25 minutos foram de excelente nível e chegámos a ter, por 3 vezes, uma vantagem de 11 golos (15-4, 16-5 e 17-6). Nesse período, defendemos bem e atacámos, igualmente, de forma eficaz.

No recomeço, estivemos (tal como acontecera no jogo anterior) desconcentrados e precipitados.Inexplicavelmente, estivemos mais de 9 minutos sem marcar um golo sequer. O que permitiu aos CTT a marcação de 6 golos sem resposta, com o placard a passar para um equilibrado 17-13. Nos 5 minutos seguintes, reequilibrámo-nos e pareceu que iríamos "embalar" para uma vitória folgadíssima. Porém, voltámos a cometer imensos erros que foram permitindo a recuperação dos CTT, que, por mais duas vezes (22-18 e 23-19), se aproximaram, perigosamente, no marcador. Nos 5 minutos finais da contenda, conseguimos concretizar mais alguns golos que deram ao resultado final uma expressão numérica mais consentânea com o desenrolar da partida.

Na segunda parte, cometemos vários erros, sobretudo no ataque, o que permitiu ao adversário a obtenção de muitos golos de contra-ataque. O guardião contrário "sacou" várias bolas, umas por mérito próprio, outras por demérito nosso. O nosso triunfo nunca esteve, verdadeiramente, em causa, mas nesta parte complementar da partida perdemos por um parcial de 9-12. Não sendo grave, não é propriamente algo de muito positivo, atendendo a que o adversário tinha menos um jogador e que o cansaço se deveria reflectir mais na equipa opositora do que na nossa.

Mais uma vez, realce para a exibição dos nossos dois guarda-redes -- Véstia e Vilarinho. Com a baliza bem guardada, António Santos jogou à frente e estreou-se a marcar, no posto específico de pivot. Nuno Gonçalves, Filipe Teixeira e Miguel Militão estiveram de pontaria afinada e entre os três marcaram 19 golos. De resto, com excepção de António Cancelo (que até teve oportunidade para isso), todos os jogadores de campo marcaram golo.

Uma referência final: batemos o record de golos marcados num só jogo. Até agora (em 3 temporadas), apenas por 3 vezes tinhamos logrado marcar um máximo de 23 golos. Ontem, "caiu" essa marca. 

Arbitraram Orlando Fernandes e Armando Pinho. Sem problemas, para variar.

Pav. Boa-Hora, 27 de Fevereiro de 2013.
Árbitros: Orlando Fernandes e Armando Pinho.
Marcha do marcador: 5-2 (5'), 10-3 (10'), 12-3 (15'), 15-5 (20') e 17-7 (25', intervalo); 17-10 (30'), 19-14 (35'), 22-16 (40'), 23-19 (45') e 26-19 (50').
Alinharam e marcaram:
GDBP - João Véstia (Ricardo Vilarinho); Miguel Militão (5), Celso Larguinho (1), Nuno Gonçalves (9), António Cancelo, Filipe Carmo (3), Eduardo Chocalheiro (2), Filipe Teixeira (5, 1 de 7 metros) e  António Santos (cap., 1).