sexta-feira, 8 de março de 2013

NOITE DE BRUXAS EM DIA DA MULHER


Ao perder, na passada sexta-feira, com a Esferantástica por 12-18 (7-10, ao intervalo), em partida a contar para a 4ª jornada (série B) da 2ª fase (época 2012/13), a nossa equipa de andebol perdeu a liderança da prova organizada pela Agência de Lisboa do INATEL.

O dia (8 de Março) foi da mulher, mas a noite foi de "bruxas", sem que com isto se pretenda criar qualquer silogismo. Vejamos porquê.

A história do jogo é fácil de contar, mas as peripécias da partida tornam-na numa das mais inusitadas da nossa história competitiva. O encontro entre o GD do Banco de Portugal e a Esferantástica era o terceiro da noite e tinha o seu início aprazado para as 22,15. Ora, o primeiro desafio (que opunha os CTT à Carris) atrasou imenso, pelo que o segundo encontro (entre o BES e o Caselas) que deveria ter começado às 21 e 15 apenas teve início às 21,45 horas (30 minutos depois).

Iniciada esta contenda, houve apenas 11 minutos de jogo antes de prolongada interrupção. Num momento de extrema infelicidade, um atleta do BES sofreu grave lesão que obrigou à vinda do INEM para o transportar ao hospital. Mais de meia hora de paragem obrigatória. Com tudo isto, a Organização veio perguntar aos delegados das duas equipas do jogo em que seríamos intervenientes se ainda desejávamos actuar nessa noite. Obtida a anuência, lá ficámos todos à espera do final do jogo anterior.

E, assim, pelas 23, 25 horas lá começámos a nossa partida. Mas a noite reservava ainda várias surpresas, todas pouco agradáveis. Era sabido que só poderíamos contar com 8 atletas e que um deles (Celso Larguinho) chegaria mais tarde, provavelmente já depois do início da hora prevista para o início da contenda. Afinal, o Celso acabou por chegar ainda mais tarde do que provavelmente tinha previsto, mas a tempo ainda do início da partida. Todavia, quando os árbitros apitaram para o começo, estava o nosso atleta a chegar das cabinas, ainda sem ter realizado o aquecimento. Começámos com os sete que estavam disponíveis e o Celso a começar a aquecer.
Sete minutos decorridos (e o Celso ainda "morno") e vem a primeira ocorrência desagradável da noite. André Teixeira leva um "toque" e pede para sair. Celso, ainda semi-frio, entra em campo, mal sabendo que já não voltaria a sair.

Aos 15 minutos (quando perdíamos por 5-8), é Nuno Gonçalves que se lesiona, voltando a reentrar o André. Até ao intervalo, o atleta lesionado "faz" gelo na perspectiva de poder voltar a jogar. Mas quando o intervalo chega, torna-se claro que já não poderá voltar a reentrar. Há que jogar com quem está até ao fim. O que obriga até, na segunda parte, a que por breves instantes (cerca de um minuto) joguemos apenas com 6, quando Celso Larguinho é obrigado pelo árbitros a sair, por estar ensaguentado.

As peripécias desta partida ainda não se tinham esgotado. Se, ainda na primeira parte, o piso estava escorregadio -- por via disso, Pedro Carvalho escorregou duas vezes, perdendo a bola -- na segunda,  quando começo a chover copiosamente, tudo piorou. O jogo foi interrompido por diversas vezes para limpeza do piso e a partida lá foi decorrendo "aos bochechos" e com algumas quedas (felizemente sem consequências) até à meia noite e trinta.

Depois disto tudo, que dizer do jogo propriamente dito? Que jogámos razoavelmente bem. Defendemos quase sempre bem e atacámos com paciência. João Véstia esteve "enorme" na baliza, mas todos os jogadores de campo estiveram igualmente muito concentrados e em bom plano. Pedro Carvalho, Celso Larguinho e o próprio João Véstia cortaram vários lances de contra-ataque do adversário.

O principal aspecto negativo da nossa actuação foi o facto de termos estado 17,5 minutos sem marcar na segunda parte, o que fez com que o resultado passase de 10-13 para 10-17. Sofremos alguns golos de contra-ataque, outros de entrada do pivot, mas conseguimos anular de forma muito eficaz a poderosa meia-distância da equipa adversária. Com a saída de Nuno Gonçalves, Filipe Teixeira foi marcado individualmente durante grande parte do tempo, o que impediu uma maior eficácia no nosso ataque organizado, originando algumas perdas de bola. Filipe Teixeira e Miguel Militão revelaram pontaria aos postes, o que a não ter acontecido poderia ter ocasionado um resultado mais nivelado.

Tudo somado, todavia, há que realçar a boa exibição protagonizada e a entrega e "raça" da equipa. O que veio mostrar, novamente, que a atitude e a concentração são fundamentais para a obtenção de bons resultados. Mesmo que sejam derrotas como a da passada sexta-feira. Parabéns a todos.

Arbitraram Orlando Fernandes e Joaquim Mateus. Não se fizeram notar. Felizmente.

Pav. Boa-Hora, 8 de Março de 2013.
Árbitros: Orlando Fernandes e Joaquim Mateus.
Marcha do marcador: 2-3 (5'), 3-7 (10'), 5-8 (15'), 6-9 (20') e 7-10 (25', intervalo); 10-13 (30'), 10-14 (35'), 10-15 (40'), 10-17 (45') e 12-18 (50').
Alinharam e marcaram:
GDBP - João Véstia; António Cancelo, Nuno Gonçalves (3), Filipe Teixeira (4), André Teixeira (1), Pedro Carvalho (cap., 3), Miguel Militão e Celso Larguinho (1). 

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