quinta-feira, 28 de março de 2013

NOVO DES(CARRIS)LAMENTO...


Um começo de partida promissor não evitou nova derrota da nossa equipa na 7ª jornada da Série A2 (uma espécie de 2ª Divisão) da Liga INATEL 2012/13. Desta vez perdemos, na noite de anteontem, com a Carris, por 14-18 (5-10, ao intervalo).

A história desta partida foi decalcada de muitas outras partidas. Bom começo da nossa parte, a defendermos bem, em 6x0, e a criarmos dificuldades a um adversário que está perfeitamente ao nosso alcance. Depois, a partir dos 10 minutos, o opositor a corrigir posicionamentos, quer defensivos, quer ofensivos, e a criar-nos imensas dificuldades. Sem nos conseguirmos adaptar e a atacar de forma quase desastrada, estivemos, então, quase 18 minutos sem marcar um golo (14 ainda na primeira parte + 4 já na segunda). O marcador passou, por isso, de 5-3 para 5-12. O que tornou a diferença irrecuperável, apesar do esforço e do brio que pusemos em campo.

A partir dos 4 minutos da segunda parte, "recomeçámos" a jogar, depois de largos minutos de "hibernação". A defendermos 5x1 (e com José Azevedo e Eduardo Chocalheiro, a alternarem nas funções defensiva/ofensiva), começámos a recuperar bolas e a lançar rápidos contra-ataques. Aos 15 minutos, a diferença estava já em apenas 2 golos (12-14), mas a Carris soube "parar" a nossa reacção, não permitindo que o volte-face fosse total. Nos últimos 5 minutos, duas atitudes pouco desportivas de apenas um jogador do adverário retiraram-nos a concentração necessária para estarmos apenas focalizados no jogo. Cometemos mais alguns erros, que a equipa adversária soube aproveitar, acabando por ganhar com merecimento.

Mais uma vez, ficou a sensação de que ficámos perto e que perdemos o jogo por culpa própria e alguma falta de concentração num determinado (e demasiado extenso) período de tempo.

Saudem-se, porém, vários aspectos positivos desta partida. Em primeiro lugar, a presença de 12 jogadores, facto que já não se verificava há muito tempo. Entre eles, José Azevedo, regressado após grave e prolongada lesão. Teve um regresso feliz, sendo decisiva a sua prestação defensiva para a recuperação que encetámos e que nos recolocou na discussão do resultado. Boas exibições, também, dos dois guarda-redes utilizados (o que vem sendo um bom hábito) e de Filipe Teixeira, com capacidade concretizadora. Dos restantes que foram utilizados, uma palavra para o seu espírito combativo e para o empenho que puseram na partida. Faltou, nalguns casos, alguma maior eficácia. Reconheça-se, todavia, a qualidade exibicional global que tivemos em grande parte do jogo. Foi pena a desconcentração colectiva que tivemos durante a segunda metade da primeira parte. Uma palavra, ainda, para António Santos que, mais uma vez, foi "sacrificado" e não chegou a ser utilizado, mas que, novamente, disse presente, mostrando o seu extraordinário espírito de equipa. 

Arbitragem sem margem para grandes reparos de Orlando Fernandes e José Francisco. 

Pav. do INATEL, 26 de Março de 2013.
Árbitros:  Orlando Fernandes e José Francisco. 
Marcha do marcador: 1-1 (5'), 4-2 (10'), 5-4 (15'), 5-7 (20') e 5-10 (25', intervalo); 6-13 (30'), 8-14 (35'), 12-14 (40'), 14-16 (45') e 14-18 (50').
Alinharam e marcaram:
GDBP - João Véstia (Ricardo Vilarinho); Eduardo Chocalheiro (3), Celso Larguinho (1), António Cancelo (cap.), Pedro Carvalho (2), Filipe Teixeira (6, 1 de sete metros), Miguel Militão (1), Filipe Lopes, José Azevedo (1) e Filipe Carmo.  António Santos não foi utilizado.

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