terça-feira, 12 de março de 2013
UMA HISTÓRIA QUE SE REPETE...
Muitas ausências, pouca gente disponível, infelicidade q.b., boa exibição e...nova derrota. Eis uma história que se repete nesta nossa participação na Liga INATEL 2012/13.
Ontem à noite, no Pavilhão Municipal da Torre da Marinha (Seixal), fomos batidos por 22-26 (9-15, ao intervalo), pelo Independente Torrense, em partida da 5ª jornada da Série B2, a que decide a classificação entre os 9º. e o 17º. lugares.
Incidências principais antes da análise do jogo: 8 jogadores disponíveis, dos quais um a chegar em cima do início da partida (o que já se sabia à partida); nova lesão de um jogador (desta vez a 9 minutos do fim), obrigando os restantes a "aguentar" até ao fim, ainda que um outro jogador estivesse, também, condicionado físicamente; exibição irregular ao longo dos 50 minutos, mas de bom nível e com muita "raça"; e, finalmente, uma derrota por curta margem, deixando a sensação de ter podido sido diferente "se"...
O Independente Torrense é, seguramente, uma das melhores equipas desta série (a par da Esferantástica). Tem uma equipa jovem, que pratica um andebol dinâmico, com mudanças de velocidade, cruzamentos e aproveitamento de situações de contra-ataque. Tem bons rematadores de meia-distância, mas defende relativamente mal, demonstrando alguma passividade neste particular.
Entrámos mal na partida, algo desconcentrados e apáticos. O adversário aproveitou para ganhar apreciável vantagem e aos 10 minutos já perdíamos por 2-7. Conseguimos, depois, equilibrar as operações até ao intervalo, jogando com paciência no ataque organizado. Mas cada perda de bola nossa correspondia ao lançamento de mortíferos contra-ataques por parte da equipa da margem sul. Chegámos ao intervalo com razoáveis 9 golos marcados, mas com 15 tentos sofridos. E o desfecho parecia sentenciado.
Os 5 primeiros minutos da segunda parte foram mais do mesmo e a desvantagem no marcador cifrou-se, por duas vezes, em 8 golos (10-18 e 11-19). Mas, nos 13 minutos seguintes (entre os 30 e os 43 minutos) partimos para uma exibição verdadeiramente memorável, como bem atestam os 9 golos marcados contra 3 sofridos. E o resultado passou dos referidos 11-19 para 20-22, quando faltavam ainda 7 minutos para jogar.
Desde ainda antes do intervalo, porém, que Miguel Militão já estava a jogar condicionado com uma dor no braço, o que o levou a estar algum tempo no banco. E tudo ficou pior quando, a 9 minutos do fim, Nuno Amaral teve de sair para já não mais regressar com uma lesão aparentemente muscular. Os restantes 7 "aguentaram" até final e contuinuaram a lutar pelo melhor resultado possível, que acabou por ser uma derrota por 4 golos e que até poderia ter sido minorada no último segundo, caso não tivessemos desperdiçado um livre de 7 metros.
Resumindo: derrota com sabor "agradável" pela história da partida. Mas, mais uma vez, ficámos todos com a sensação de que este jogo poderia ter tido um desfecho diferente, caso não tivessemos tantas e tantas condicionantes.
André Teixeira, Pedro Carvalho e Nuno Amaral marcaram, entre si, 16 dos 22 golos da equipa, o que comprova quão inspirados estiveram. Todos os restantes (excepto, naturalmente, o guardião João Véstia) também "assinaram o ponto". Colectivamente, nem sempre estivemos bem a defender, mas fomos muito pacientes e eficazes no ataque e, sobretudo, revelámos imenso carácter e espírito de equipa.
Boa arbitragem de Joaquim Mateus e José Jesus.
Pav. Municipal da Torre da Marinha, 12 de Março de 2013.
Árbitros: Joaquim Mateus e José Jesus.
Marcha do marcador: 2-2 (5'), 2-7 (10'), 5-10 (15'), 6-13 (20') e 9-15 (25', intervalo); 11-19 (30'), 15-20 (35'), 18-22 (40'), 21-24 (45') e 22-26 (50').
Alinharam e marcaram:
GDBP - João Véstia; Eduardo Chocalheiro (2), Filipe Carmo (1), Nuno Amaral (4), André Teixeira (7), Pedro Carvalho (cap., 5, sendo 1 de sete metros), Celso Larguinho (1) e Miguel Militão (2).
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