A nossa equipa de andebol realizou, na noite da passada sexta-feira, o último jogo de 2012, contabilizando uma nova derrota, desta vez por 16-26 (8-9, ao intervalo), em partida da 4ª jornada (série B) da fase inicial do Liga INATEL/Lisboa 2012/13.O adversário foi, novamente, a Tranquilidade (ex-Sobralinho), equipa que com a antiga designação se sagrou campeã, nas duas últimas temporadas.
Foi, pois, diante de um opositor fortíssimo que tivemos de nos bater. E fizemo-lo, de forma brilhante, durante grande parte da contenda, acabando por soçobrar por um resultado que não deslustra, atendendo às circunstâncias da partida. Há que dizer que, do lado da equipa adversária, faltou uma "pedra" fundamental: Danilo Ferreira, ex-campeão europeu de juvenis. Mas, pelo nosso lado, foram várias as ausências de "peso" (André Teixeira, Celso Larguinho, Eduardo Chocalheiro, Pedro Carvalho, entre outros), pelo que não se pode dizer que tenha sido por aí que o equilíbrio registado em largos momentos de jogo encontre justificação.
Na verdade, as ausências registadas na nossa equipa fizeram, certamente, mossa maior do que as verificadas no nosso opositor. Tivemos apenas 9 jogadores disponíveis para o jogo (dos quais 2 eram guarda-redes) e, no decurso da contenda, ficámos ainda mais limitados face a uma lesão de um dos nossos mais influentes atletas.
Os primeiros 15 minutos de jogo confirmaram a esperada superioridade do adversário, que ganhou confortável vantagem (2-8). Mas nos últimos 7 minutos dos primeiros 25, reagimos de forma notável e fomos, claramente superiores, como atestam os 6 golos marcados contra apenas um sofrido. Grande capacidade defensiva, lançamento de rápidos contra-ataques, eficácia atacante. Tudo fomos capazes de mostrar nesses minutos em que estivemos absolutamente brilhantes. A intranquilidade tomou conta do adversário. Foi curioso ver os seus jogadores a discutirem entre si, depois de mais uma falha, originadora de um turn over ou de um golo sofrido. O intervalo chegou com uma desvantagem mínima que era, ao mesmo tempo, um prémio para a nossa exibição e, ainda assim, um castigo, porque era... uma desvantagem.
A história da segunda parte foi diferente. Conseguimos mantermo-nos na discussão do jogo e do resultado durante os primeiros minutos, mas, então, uma arreliadora lesão afastou definitivamente Nuno Gonçalves da partida. Sem que tivessemos "banco", os restantes jogadores de campo foram obrigados a "aguentar" até final. O desgaste físico acrescido e o valor do adversário acabaram por "cavar" uma diferença excessivamente pesada para a exibição que rubricámos.
Num jogo com estas características, díficil é, mais uma vez, fazer referências individuais. Ainda assim, menção para a exibição de Filipe Teixeira, de pontaria afinada (7 golos) e para o grande sentido colectivo e espírito de sacrifício de todos os restantes. Vítor Martins estreou-se em jogos da temporada 2012/13 e foi literalmente "obrigado" a jogar muitos mais minutos do que as suas capacidades físicas o permitem.
A arbitragem de José Francisco e Joaquim Mateus teve pequenas falhas, mas nada de muito relevante. Realce, ainda, para o ambiente de grande correcção em que a partida decorreu. Com agressividade "natural", mas sempre dentro dos limites do razoável.
Pav. Boa-Hora, 11 de Dezembro de 2012.
Árbitros: José Francisco e Joaquim Mateus.
Marcha do marcador: 1-1 (5'), 1-4 (10'), 2-8 (15'), 5-8 (20') e 8-9 (25', intervalo); 10-13 (30'), 11-15 (35'), 12-19 (40'), 14-22 (45') e 16-26 (50').
Alinharam e marcaram pelo GDBP:
GDBP - João Véstia (António Santos); José Azevedo (1), Nuno Gonçalves (4, 2 de sete metros), António Cancelo (capitão), Nuno Amaral (3), Filipe Teixeira (7),Miguel Militão e Vítor Martins (1).
Crónica por Vítor Martins.