segunda-feira, 3 de dezembro de 2012
Nota Alta para a Nossa Exibição
A nossa equipa de andebol foi derrotada, na noite da passada Quarta-feira, por 12-13 (6-6, ao intervalo) em jogo a contar para a 3ª jornada da fase inicial do Campeonato do INATEL 2012/13.
O adversário foi, desta vez, a Casa da Moeda, uma das equipas mais fortes da competição. E perante um conjunto fortíssimo pode dizer-se que fizemos uma exibição memorável, a que só faltou o "prémio" de um empate (ou mesmo de uma vitória).
Durante os 50 minutos do jogo, estivemos concentrados, defendemos de forma exemplar e atacámos com cabeça e serenidade e nunca desistimos de lutar pela vitória.
Os primeiros minutos foram de grande equilíbrio e poucos golos. Aos 17 minutos, perdíamos já por 2-5 e parecia que a Casa da Moeda poderia começar a "embalar" para um triunfo fácil. Mas então com a a alteração do nosso sistema defensivo (5x1, com José Azevedo à frente), começámos a "emperrar" o jogo do adversário e a conseguir, pela nossa parte, "sacar" bolas e protagonizar contra-ataques. Quatro golos consecutivos em 5 minutos colocaram-nos a vencer à beira do intervalo, mas um golo sofrido já à entrada do último minuto levou as equipas empatadas para o descanso. Não que sem antes, Filipe Teixeira, com o tempo esgotado, rematasse com estrondo à barra, num livre de 9 metros.
A segunda parte teve uma história muito semelhante. Boa capacidade defensiva, com muita luta e empenho dos nossos jogadores, e muita "cabeça" no ataque. Sempre com equilíbrio no marcador.
Com o tempo a passar e sem conseguir distanciar-se no marcador, a Casa da Moeda foi endurecendo o seu jogo, com permissão dos árbitros. A 6,40 minutos do fim, ocorreu o lance que pode ter determinado o desfecho final. Nuno Gonçalves concretizou em golo mais um ataque nosso (passando o resultado para 12-12), mas foi alvo de uma entrada duríssima. Deveria ter havido sanção disciplinar (2 minutos de exclusão para um jogador adversário), mas não houve. Filipe Teixeira protestou (justamente) e foi ele o excluído. E perante a sua manifestação de espanto e indignação, foi punido com mais dois minutos suplementares. Conclusão: em vez de ficarmos a jogar 7 contra 6 durante dois minutos, ficámos a jogar 6 contra 7 durante quatro minutos. E daí até ao fim só houve mais um golo e para o adversário.
Nada nos garante que o desfecho final não seria o mesmo, tendo nós superioridade numérica durante dois minutos ou tendo até o mesmo número de jogadores que o opositor. Nem sequer é isso que está em causa. O que importa perceber é que fomos penalizados triplamente (sem exclusão para o jogador da equipa contrária e duplamente para o nosso) num momento decisivo da partida.
Numa noite em que a nossa exibição roçou a perfeição, é manifestamente inadequado fazer referências individuais. Ainda assim, duas excepções. Uma para assinalar a estreia de Pedro Carvalho, que jogou a alto nível e como se já fizesse parte da equipa há "séculos". A outra para referir a prestação de João Véstia, que esteve quase intransponível. Se na baliza da Casa da Moeda esteve um guarda-redes internacional (João Meira), que mostrou a sua elevadíssima qualidade, na nossa esteve o João, cuja exibição nada ficou a dever ao guardião do adversário.
Mais uma vez, voltámos a ter uma arbitragem -- desta vez de Joaquim Mateus e Orlando Fernandes -- bastante irregular (e permissiva) em termos disciplinares e que se revelou muito penalizadora para a nossa formação. Novamente ficou provado que para os árbitros é mais aceitável a agressão do que o protesto. Inaceitável.
FICHA DE JOGO
Pav. Boa-Hora, 28 de Novembro de 2012.
Árbitros: Joaquim Mateus e Orlando Fernandes.
Marcha do marcador: 0-1 (5'), 1-1 (10'), 2-3 (15'), 5-5 (20') e 6-6 (25', intervalo); 9-7 (30'), 10-9 (35'), 11-11 (40'), 12-12 (45') e 12-13 (50').
Alinharam e marcaram pelo GDBP:
GDBP - João Véstia ; António Cancelo, Miguel Militão, Nuno Amaral (1), Nuno Gonçalves (4), Celso Larguinho, Eduardo Chocalheiro, Pedro Carvalho (3), Filipe Teixeira (3), André Teixeira, José Azevedo (1) e Pedro Franco. António Santos não chegou a ser utilizado.
Crónica por Victor Martins
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